Deloitte/Beiras vence Global Management Challenge 2021

in Expresso: 4 de dezembro de 2021

Legenda da Foto: A final nacional do Global Management Challenge 2021 decorreu online. Na foto Hugo Morão, líder da equipa vencedora, a Deloitte/Beiras, durante o dia de prova

42ª edição em Portugal – O Global Management Challenge, organizado pelo Expresso e a SDG, teve a sua primeira edição em território nacional em 1980. De lá para cá envolveu milhares de participantes em Portugal e no mundo, já que esta prova se internacionalizou em 1981, quando chegou ao Brasil. Hoje está presente em mais de 30 países espalhados pela América Latina, África, Ásia, Europa, Médio Oriente e Austrália.

Final – Seis equipas de estudantes e duas de quadros tiveram apenas um dia para efetuar cinco tomadas de decisão de gestão e assim provarem o seu valor na liderança de uma empresa.

A final nacional do Global Management Challenge 2021 realizou-se no passado dia 30 de novembro e decorreu totalmente online. Nesta 42ª edição da competição participaram 332 equipas de estudantes, quadros e mistas, ou seja, que integram estudantes e quadros, mas apenas oito chegaram à última etapa. Durante um dia de prova, seis equipas de estudantes e duas de quadros tiveram de efetuar cinco tomadas de decisão de gestão sobre os destinos da empresa que tinham para liderar. A Deloitte/Beiras, formada por estudantes de Economia, provou ser a melhor.

Experiência foi na opinião de Hugo Morão, líder da equipa Deloitte/Beiras, o segredo para a vitória. É que a sua equipa já tinha passado por outras edições e finais nacionais do Global Management Challenge e só agora conseguiu ganhar. Contou após o anúncio dos resultados que “em edições anteriores cometemos alguns erros de principiante, mas agora tivemos mais tempo para nos preparar”. Desta vez tinham para gerir uma empresa que não estava em boa situação financeira e a estratégia passou, segundo Hugo Morão, “por reduzir custos nas primeiras duas decisões e depois investir mais nas duas últimas rondas”. Estudante de doutoramento em Economia no ISEG, Hugo Morão considera que nesta prova aprende-se a prever a procura, a estimar o que os concorrentes irão fazer e a analisar estratégias de investimento. Agora a Deloitte/Beiras irá representar Portugal na final internacional desta edição, que se realizará em junho de 2022, em Espanha, na cidade de Santiago de Compostela. A equipa vencedora foi apoiada pela Deloitte Portugal que pela primeira vez esteve representada nesta última etapa da competição.

UM DIA DE PROVA

Durante a final nacional que decorre num só dia, as equipas têm de efetuar cinco tomadas de decisão que correspondem cada uma a um trimestre de atividade da empresa e abarcam as mais diversas áreas desta, como finanças, marketing, produção e recursos humanos. No final ganha a equipa cuja empresa obtenha o melhor desempenho do investimento. Devido à pandemia e pela segunda vez não foi possível juntar as oito equipas fisicamente numa sala para disputarem a final nacional, apesar de mesmo neste modelo as decisões serem submetidas online. O evento voltou a realizar-se totalmente online, com as equipas a competirem em salas virtuais privadas, monitorizadas pela organização da competição, e o Expresso teve a oportunidade de entrevistar os participantes. Até a divulgação de resultados foi transmitida em direto pelas redes sociais.

Para as equipas em prova esta final nacional foi muito competitiva. Uma realidade atestada por Marco Anselmo, líder da equipa de quadros EDP/Team 2 que ficou com a segunda posição. Para si este evento foi desafiante. Na opinião de Andressa Pedro, membro da EDP/Team 2, nesta competição “aprende-se como uma decisão numa área afeta o todo, pois tudo está interligado e temos de trabalhar juntos para tomarmos as melhores decisões”. Já a colega de equipa Cláudia Reis afirmou que sai daqui com “uma visão holística da empresa”.

E se o segundo lugar coube a uma equipa de quadros, o terceiro pertenceu a uma equipa de estudantes de Engenharia Espacial e do mestrado em Engenharia de Gestão da Inovação e Empreendedorismo, a Accenture Tc/Econom-IST. Em conversa com o Expresso, Rodrigo Ramos, o líder, explicou que a sua empresa apresentava alguns problemas e a aposta centrou-se na qualidade, algo que foi replicado pela concorrência. “O simulador está estruturado como uma empresa e isto ajuda-nos a perceber como as várias áreas interagem”, realçou. Laura Jane, sua colega, revelou que foi interessante ver como tanto a ação da sua equipa como da concorrência têm peso nos resultados obtidos. Carina Anastácio, também da mesma equipa, referiu que no Global Management Challenge se aprende a “lidar com a pressão e a gerir melhor”. E Sanha de Almeida, outro dos elementos da equipa, percebeu que não é só vender, há também que inovar.

Na quarta posição na tabela classificativa ficou a equipa de estudantes Accenture/Beybladers. Estreantes na competição e numa final nacional, a sua aposta centrou-se numa estratégia mais agressiva que não os conseguiu levar à vitória, apesar de após a tomada da terceira decisão terem esperança de lá chegar. “Como estudantes de engenharia informática e de computadores é sempre bom sabermos mais sobre gestão. Se decidirmos fazer programas de gestão para apoiar a empresa, já temos algum conhecimento”, referiu André Souto, líder desta formação.

ESTUDANTES NA QUINTA POSIÇÃO

A equipa Accenture/Buybckbois, também formada por estudantes, atingiu a quinta posição e também foi a sua primeira vez numa final nacional do Global Management Challenge. Ao longo do dia de competição tiveram alguma dificuldade em adaptar a sua estratégia ao cenário que tinham para trabalhar. Na opinião de Tomás Roos, chefe desta equipa, “nesta prova aprende-se a trabalhar sob pressão e em equipa e estas competências são valorizadas pelas empresas na hora de contratar”.

Uma perspetiva corroborada por Diana Oliveira, chefe da equipa ISG/Five Elite, formada por estudantes de Gestão que alcançou o sexto lugar na tabela classificativa. “No Global Management Challenge conseguimos ter a prática da teoria aprendida. Acredito que nos prepara para o mundo do trabalho ao nível de competências como o trabalho em equipa e a gestão de emoções”, frisou.

Nesta competição portuguesa de estratégia e gestão estudantes e quadros aprendem a trabalhar em equipa e a tomar decisões sob pressão.

A Zenki Group/Os Guiris, formada por estudantes, obteve a sétima posição. Após a tomada da terceira decisão tentavam subir do quarto lugar que ocupavam e o objetivo era ainda vencer. Para Ana Clara Bento, membro da equipa e estudante de gestão internacional, “esta competição começa a dar-nos a parte prática que estudamos”.

Por último, na oitava posição, ficou a segunda equipa de quadros que competiu nesta final nacional, a Glintt/Wearenexllence. Pedro Fernandes, líder desta formação, referiu no dia de prova que “estamos a partilhar momentos, a escutar opiniões e a verificar que todas são válidas. Cada elemento vai tirar individualmente proveito do que aprendeu aqui do ponto de vista da comunicação”.

A 42ª edição da competição chegou ao fim e a organização espera, se a pandemia o permitir, que esta tenha sido a última vez em que na última etapa do Global Management Challenge não se juntaram as equipas finalistas fisicamente num evento presencial.

Jornalista/Expresso: Maribela Freitas
Fotógrafo/Expresso: Nuno Fox

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