Uma prova que desenvolve competências de gestão

in Expresso, 19 de Maio de 2012

A Siemens Portugal acredita no carácter formativo deste desafio e passou do apoio a uma equipa de quadros no ano passado para as seis formações com que conta nesta edição.

Rute Paulino, diretora de formação da Siemens Portugal, encara o Global Management Challenge como uma simulação realista de onde os quadros retiram ensinamentos para o seu dia a dia. O caráter formativo da prova, o treino que faz de competências de gestão e a análise positiva do desempenho da equipa que a empresa apoiou em 2011, motivou a inscrição de seis formações nesta edição. As equipas passaram ainda pela fase de trainee, para irem mais bem preparadas para a competição.
“Ao participar nesta prova, os nossos quadros vão conseguir retirar ensinamentos e mais-valias para o seu desempenho diário. Isto porque existe de facto uma proximidade muito grande entre os desafios colocados na competição, até à tomada de decisão, e aqueles que os nossos profissionais enfrentam diariamente em contexto real”, comenta Rute Paulino. Acredita que a competição funciona como um laboratório de gestão onde os participantes podem experienciar os desafios, variáveis e riscos inerentes à tomada de decisão numa organização e verificam o impacto dessas mesmas decisões. “O Global Management Challenge é um excelente cenário de experimentação em ambiente protegido, ao mesmo tempo que possibilita a interação com equipas de outras empresas e o consequente networking”, salienta a diretora de formação da Siemens Portugal.

Vantagens do trainee
Além de ter aumentado o número de equipas em relação ao ano passado, a Siemens Portugal submeteu os seus quadros à fase de trainee. Realizada antes do início oficial da competição, possibilita às equipas um primeiro contacto com o simulador e funciona como preparação para a prova que se segue.
“Acabou por ser uma oportunidade de reunir as nossas formações num momento conjunto, promovendo o espírito de equipa único entre todas as formações participantes e proporcionar um primeiro contacto com alguns elementos da ferramenta- base do Global Management Challenge, o que ajuda os participantes a focarem-se na lógica da competição, mesmo antes do início oficial da mesma”, salienta Rute Paulino.
As equipas só apontam vantagens à passagem pelo trainee. “Foi uma fase de aprendizagem importante para perceber a dinâmica das variáveis do simulador e de que forma a interação/competição funciona. Tendo uma melhor perceção da dinâmica da prova é mais simples tomar decisões que nos levem ao sucesso”, revela Luís Marçal, chefe da equipa Smart Siemens.

Uma opinião que é partilhada por Ricardo Vasconcelos, líder da formação Siemens United4Stategy.
“Ajudou-nos a perceber quais os fatores principais a ter em conta e que influenciam direta ou indiretamente os resultados de uma companhia. Pretendemos utilizar o que aprendemos e evitar repetir os erros cometidos nessa fase”, salienta.

Aprender a gerir
Os líderes destas duas equipas da Siemens Portugal esperam que a participação no Global Management Challenge contribua para melhorar a sua visão estratégica da gestão de uma empresa. “Estas experiências são, no mínimo, enriquecedoras da nossa sensibilidade e conhecimento das organizações, bem como da sua dinâmica de mercado, fruto do impacto das decisões”, refere Luís Marçal.
Já Rute Paulino espera que as equipas, ao tomarem decisões de topo e ao analisarem indicadores económico-financeiros, compreendam a interação entre as áreas funcionais de uma organização, desenvolvendo a capacidade de liderança e o trabalho em equipa.

Estudar as regras e definir uma estratégia de atuação

Francisco Almada-Lobo participou pela primeira vez neste desafio em 2007.
Conta como foi e deixa conselhos às equipas

A primeira participação de Francisco Almada-Lobo no Global Management Challenge remonta a 2007. As equipas que liderou venceram várias finais nacionais e representaram Portugal internacionalmente. Este Alumnigmc conta como foi essa experiência, o impacto que teve na sua vida e deixa conselhos de atuação às equipas em prova.
Francisco Almada-Lobo, com 38 anos, licenciado em engenharia eletrotécnica é desde 2010 CEO da Critical Manufacturing, com funções de administração também nas entidades alemã e chinesa da empresa. A primeira vez que integrou a competição estava a trabalhar para a Qimonda.
“A empresa apresentou duas equipas e a nossa foi à final nacional, tendo ficado em terceiro lugar”, relembra. Ficou o bichinho e voltou a participar em 2008, tendo vencido a final nacional.
Conta que no ano seguinte, em janeiro de 2009, a Qimonda apresentou o pedido de insolvência. “Eu era nessa altura responsável por um grupo de 150 engenheiros que desenvolvia soluções de IT para a área industrial de vários países. Uns dias depois tive que dispensar a maior parte da minha equipa”, explica Francisco Almada-Lobo.
Nessa altura criou em conjunto com colegas um plano de negócios para o desenvolvimento de uma solução nova de software para a indústria de alta tecnologia e emabril nascia a Critical Manufacturing, em parceria com o grupo Critical.

“A final internacional ocorreu exatamente na altura em que a Qimonda estava insolvente e tínhamos criado a empresa portuguesa”, explica. Acrescenta que essa experiência fe-lo acreditar, bem como os seus colegas de equipa nas capacidades que possuíam, numa fase difícil a nível profissional. “Conseguimos vingar tanto na competição como
na vida empresarial”, salienta.

A voz da experiência
Para este antigo participante o Global Management Challenge é umconcentrado vitamínico de aprendizagem de gestão. Ou se aprende ou se fica pelo caminho. E isto é tão válido nos aspetos técnicos da prova como nas questões de dinâmica de grupo, nomeadamente na divisão de tarefas e responsabilidades. Este Alumnigmc recomenda a prova, sem reservas, a jovens estudantes e quadros de empresas. Às atuais equipas aconselha a que levem muito a sério o estudo inicial do manual e das suas regras.
“Depois, há que definir uma estratégia e ser consistente durante toda a competição. Claro que se tem que ter em atenção a evolução da situação e as jogadas dos adversários, mas a determinação e resiliência em torno da estratégia definida são essenciais”, recomenda. Francisco Almada-Lobo considera que este desafio é um case study que mostra que uma empresa portuguesa consegue não apenas ser pioneira, mas manter- se à frente e organizar a maior competição de estratégia e gestão a nível mundial. “É um exemplo da nossa capacidade de empreendedorismo e arrojo” finaliza.

Primeira de 5 decisões
Começou a primeira volta da edição de 2012 do Global Management Challenge e as 512 equipas em prova já tomaram a sua primeira decisão. Na tabela anexa, publicam-se os nomes das equipas que se encontram em primeiro e segundo lugares nos grupos, mas no endereço http://www.expresso.pt/worldgmc pode consultar as classificações finais. Após a tomada desta primeira decisão, as equipas têm mais quatro semanas para provarem o que valem. Na quinta semana de competição, apenas as formações que estiverem no topo dos seus grupos irão passar à segunda volta, agendada para o final de setembro. Das 64 equipas que atingirem esta fase, apenas oito vão chegar à final nacional, marcada para novembro. Nesta primeira semana de prova, algumas empresas viram equipas que apoiam na chefia de grupos, é o caso do Instituto de Emprego e Formação Profissional, com oito, da CPC Is com cinco lideranças, da Portugal Telecom, Essilor e Singular International com quatro cada uma e da EDP, Montepio e Barclays, com três chefias cada uma.

Veja a publicação no Expresso: clique aqui

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