Portugal Telecom aposta na formação de quadros

in Expresso, 26 de Maio de 2012

Com o apoio a 39 equipas, a empresa de telecomunicações quer expor os seus colaboradores a situações diferentes das que enfrentam no dia a dia

A Portugal Telecom (PT) patrocina e apoia equipas no Global Management Challenge desde 1987. Francisco Nunes, administrador com o pelouro dos recursos humanos da empresa, acredita que esta prova, através de uma metodologia não convencional, desenvolve competências comportamentais e de negócio que têm reflexo no dia a dia dos seus colaboradores. Com a inscrição de 39 equipas de quadros, a PT é uma das empresas que mais formações apoia nesta competição de estratégia e gestão, organizada há mais de 30 anos pelo Expresso e pela SDG. São cerca de 200 os colaboradores da PT que este ano estão envolvidos no Global Management Challenge. A ambição de Francisco Nunes é que as suas equipas sejam sempre maioritárias em todas as voltas, cheguem à final nacional e se possível que vençam este desafio. Para o administrador da PT, a participação na competição permite “fomentar o clima de partilha entre membros de uma equipa, analisar e otimizar os seus processos de trabalho, estabelecer networking potenciando o sucesso nas atividades profissionais e de negócio”. Acrescenta ainda que serve também para entender o impacto das decisões simples, aferir conhecimentos de gestão e testar a capacidade dos colaboradores para lidarem com novos desafios.

Partilha de experiências
Anualmente, a PT estabelece um contacto próximo com as suas equipas, em especial com as que passam à fase final, no sentido de perceber quais as dificuldades porque passaram e quais as melhores táticas que podem utilizar no futuro. “Nalgumas situações colocamos esses participantes em contacto com o AlumniGMC para que possam partilhar experiências reais”, conta Francisco Nunes. A participação da PT na competição visa proporcionar aos colaboradores uma experiência de trabalho em equipa que implica a gestão de diversas variáveis em simultâneo, fora das competências técnicas e comportamentais que o seu trabalho diário lhes exige. Francisco Nunes acredita que os participantes do Global Management Challenge desenvolvem princípios de gestão, constroem uma visão alargada de uma empresa, tomam decisões em situação de stresse e treinam a capacidade de previsão/assunção de risco. “Idealmente, esperamos que através desta experiência os nossos colaboradores consigam importar para o seu trabalho pequenas coisas que se transformem em grandes resultados”, salienta. As equipas estão atualmente na segunda semana de competição e o administrador da PT aconselha os competidores a “serem capazes de potenciar a diversidade dentro da sua equipa, tanto de conhecimentos como de experiências, para chegarem a estratégias inovadoras”. Sair da zona de conforto outro dos conselhos de Francisco Nunes é a partilha e discussão de todas as decisões em conjunto para chegarem a uma posição única e sólida. “Que sejam capazes de sair da sua zona de conforto e assumirem riscos, e também que se divirtam com este desafio”, resume. O crescimento internacional do Global Management Challenge, presente já em mais de 40 países distribuídos pelos cinco continentes, é algo que cativa Francisco Nunes. “Permite enquadrar os participantes numa realidade global e aumentar o networking. A maioria das empresas tem localizações globais e será muito interessante ver colegas de diferentes escritórios em competição”, finaliza.

Um advogado numa competição de estratégia e gestão
José Pedro Briosa e Gala explica o que um advogado pode aprender num desafio cujo objetivo é gerir o destino de uma empresa

Ao contrário do que se possa pensar, o Global Management Challenge não é dirigido apenas às áreas de economia, gestão, finanças e engenharia. Qualquer profissão pode tirar proveito desta experiência. José Pedro Briosa e Gala, advogado, é disso exemplo. Fala da sua passagem pela prova e as repercussões que teve na sua atividade diária. Com 30 anos de idade, licenciado em Direito, José Pedro Briosa e Gala começou a sua carreira a estagiar na sociedade de advogados Barrocas Sarmento Neves. Atualmente, exerce a profissão na Gomez-Acebo & Pombo. “A minha primeira participação no Global Management Challenge foi em 2007 e daí até à hoje tenho participado praticamente todos os anos”, revela o advogado. Conta que há vários desafios que são colocados pela competição e que têm de ser ultrapassados em equipa. Contudo, admite que nem sempre é fácil a criação do espírito de equipa mantendo a eficácia na gestão dos restantes desafios da competição. Elogio das equipas mistas Ao longo das suas várias participações, este ‘alumni GMC’ tem integrado sempre equipas mistas, ou seja, formadas por quadros de empresas e estudantes. “Estamos sempre a aprender com este desafio. Contribui para essa aprendizagem o facto de participar emequipas mistas, onde existe a partilha de conhecimentos de áreas distintas”, salienta José Pedro Briosa e Gala. Em relação à sua vida diária, explica que a participação na competição o ajudou a conhecer o funcionamento prático de uma empresa e o impacto das decisões de um gestor de topo na tesouraria e na situação económica e financeira de uma organização. “Esta aprendizagem é essencial para prestar os aconselhamentos jurídicos aos nossos clientes, com qualidade e pragmatismo”, acrescenta o advogado. Pelas mais-valias laborais que retira desta experiência, José Pedro Briosa e Gala recomenda-a a estudantes e quadros de empresas. “A competição é saudável, exigente e divertida, e permite conhecer pessoas de muitas áreas e setores de atividade. O resultado destas combinações será uma experiência enriquecedora e muito útil na vida profissional”, salienta.

Conselhos de atuação
Preparação é a palavra de ordem no que respeita a ter um bom desempenho neste desafio de gestão. “Tanto na prova como na vida profissional, regularmente o sucesso está aliado à preparação, e esse é o meu conselho para as equipas”, explica José Pedro Briosa e Gala. Lembra ainda que o Global Management Challenge requer muitas horas de trabalho e que dadas as diversas vezes que integrou esta iniciativa, considera que ela está associada ao seu crescimento profissional. Na sua perspetiva, é ainda notável o crescimento nacional e internacional deste produto português.

Assalto às lideranças
As 512 equipas em prova tomaram a segunda decisão do Global Management Challenge 2012 e os resultados estão à vista, tendo havido um verdadeiro assalto às chefias dos grupos. É que em relação à passada semana e como se pode verificar na tabela publicada em anexo, estão 51 novas formações no topo dos grupos, sendo que apenas 13 mantêm a mesma liderança. Contudo é de esperar que a próxima semana traga novamente alterações nas chefias, uma vez que as equipas estão a lutar afincadamente para chegarem ao topo com o intuito de se qualificarem para a segunda volta da competição, agendada para o final de setembro. Esta semana, a Portugal Telecom é a empresa com mais formações na liderança de grupos, com um total de sete. A Caixa Geral de Depósitos conseguiu seis chefias, seguida da Essilor com cinco. Já a EDP, os CTT e a Staples somam quatro equipas no topo de grupos. A Accenture, o Montepio e a Singular ficam-se pelas três. A Heidrick&Struggles, CPC Is, Banco Popular, IEFP, REN, TAP e ZON Multimédia contam apenas com duas equipas na liderança.

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