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Desenvolver saberes no domínio da gestão

in Expresso, 30 de Maio 2015

A prova estimula os quadros dos CTT a lidarem com novos desafios.

Os CTT-Correios de Portugal contam com a presença de cinco equipas de quadros na atual edição do Global Management Challenge, formadas por colaboradores seniores e juniores. O objetivo é que os quadros desenvolvam competências ao participarem nesta competição de gestão e ao mesmo tempo troquem entre si experiências laborais e saberes que permitam novas aprendizagens e promovam o trabalho de equipa.

Alargar horizontes e a profundidade de análise prévia à tomada de decisão, enriquecer a forma como olham para os mercados e lançamento de novos produtos e serviços, ponderar e atuar sobre os fatores de competitividade e agir com foco na rentabilidade, são algumas das aprendizagens que Francisco Lacerda, presidente do CTT, espera que os seus colaboradores retirem da participação na competição. Este ano a empresa optou por integrar nas equipas de quadros colaboradores seniores e juniores, o que estimula a partilha de conhecimentos académicos e profissionais.

Francisco Lacerda defende que “a prova ajuda a lidar com múltiplas variáveis e a desenvolver competências nos vários domínios da gestão. Constitui ainda uma oportunidade para experimentar o modo como funcionam as empresas e o mundo dos negócios”.

Pensar “fora da caixa”

A opinião de Francisco Lacerda é partilhada por Joana Mota. Esta participante do Global Management Challenge 2015 tem 30 anos, trabalha há mais de quatro anos e meio nos CTT e considera que “este desafio permite simular num ambiente controlado um conjunto alargado de situações do universo empresarial e tomar decisões que acarretam resultados práticos, ao mesmo tempo que se convive com colegas de diferentes áreas de formação e com distintas perspetivas sobre o mesmo tema”.

Na perspetiva de Joana Mota um dos pontos mais positivos de ter colegas com maior e menor experiência numa mesma equipa é que os mais experientes têm maior sensibilidade em relação a alguns aspetos, como por exemplo as questões mais operacionais. Em contrapartida “os mais jovens e com menos experiência têm normalmente ideias ‘fora da caixa’ o que pode levar a decisões com algum grau de risco ou inovação, mas balanceadas com o saber de quem já conhece bem a realidade empresarial”, frisa.

Participar na competição é ainda enriquecedor, do seu ponto de vista, no que respeita ao trabalho em equipa. Com 57 anos de idade, Luís Moreira Correia trabalha há 28 anos nos CTT e integrar o Global Management Challenge é para si “conhecer outras realidades e viver de modo virtual uma realidade diferente do dia a dia”. Nesta dicotomia entre colegas com maior e menor experiência laboral refere que “transmito–lhes as situações de sucesso e insucesso que fui vivendo ao longo da minha colaboração com esta empresa”. Quanto à competição em si, revela que lhe tem ensinado como é difícil gerir uma empresa, em que cada secção tem de saber o que fazer e perceber a sua importância na cadeia de valor da organização. Por último e não menos importante acredita que “o sucesso da competição depende muito do espírito de equipa que se consegue criar, da partilha dos problemas identificados e das soluções encontradas”.

Além das equipas de quadros, os CTT apoiam ainda na atual edição da competição, três formações de estudantes e uma mista, ou seja, que inclui quadros e estudantes.

Um complemento à formação académica

A participação de Renato Oliveira na prova remonta a 1994 e conta que foi uma experiência que lhe permitiu saber mais sobre economia e gestão.

Renato Oliveira é sócio-fundador e CEO da IT Sector, uma empresa que opera na área das tecnologias de informação.

Licenciado em informática e matemáticas aplicadas, revela que a sua passagem por esta iniciativa ocorreu quatro anos após ter terminado os estudos e veio complementar a sua formação com conhecimentos da área da economia e gestão.

Passaram mais de vinte anos desde que Renato Oliveira integrou o Global Management Challenge. Desde essa altura até agora a competição mudou, mas para este antigo participante continua a ser “um excelente complemento da formação académica e um método diferente de pensar a gestão, através de um simulador que tem evoluído ao longo dos anos com sucesso internacional”.

Da competição em si o CEO da IT Sector recorda que a sua equipa passou à segunda volta, embora com alguns sobressaltos.

É que numa noite, depois de muitas horas de intensivo trabalho de equipa a projetar cenários possíveis, no dia seguinte, e quando ligaram o computador onde tinham gravado os planos efetuados, este tinha avariado. “Foram mais 24 horas de trabalho, mas agora a utilizar dois computadores”, refere.

Da experiência vivida ficou-lhe também a lembrança do intercâmbio de conhecimentos entre os os elementos da sua equipa, bem como o espírito de partilha de informação e convívio com as outras formações que integravam o Global Management Challenge. “Tecnicamente foi o aprofundar de conhecimentos numa área fundamental que é a gestão e a economia”, frisa.

A importância da gestão

Atualmente e no seu trabalho diário, Renato Oliveira é responsável na IT Sector por centenas de colaboradores na área de software. Acredita que para quem trabalha em tecnologias de informação é importante ter conhecimentos de economia e gestão e neste campo a competição pode auxiliar. “Nesta área é necessário que qualquer gestor de projeto conheça os fundamentos da gestão económica de projetos, planeamentos, gestão de equipas, análise de riscos e muitas outras disciplinas associadas. As simulações e ensaios são fundamentais nas previsões económicas e estratégicas e o sucesso dos projetos está indexado à excelência técnica e a uma gestão económica e financeira muito eficaz”, comenta.

Tendo em conta a sua vivência na prova, este antigo participante aconselha as equipas que estão a participar na edição de 2015 do Global Management Challenge a evitarem as decisões de impulso e a planearem bem antes de tomarem a decisão final. Lembra ainda que para ter sucesso na competição, tal como na vida, é preciso trabalhar muito,e neste caso específico, aprender com quem já integrou esta iniciativa.

Veja o artigo publicado no Expresso: (clique aqui)

Maribela Freitas

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