Primeira volta da prova com duas edições

in Expresso, 4 de julho de 2020

Legenda da foto: João Matoso Henriques, CEO da SDG, quer fazer crescer a competição em Portugal e no mundo

Com a alteração de calendário a organização quer atrair mais 150 equipas, tanto de quadros, como de estudantes e mistas.

A covid-19 que continua a afetar Portugal e o mundo tem tido impacto em todos os sectores de atividade. A situação que se vive levou já ao adiamento da final internacional do Global Management Challenge e provocou uma quebra no número de equipas de quadros no arranque da primeira volta. Com a realização de uma segunda edição da primeira volta a organização quer atrair mais 150 equipas, chegando este ano às 350, mais 35 do que em 2019.

A edição portuguesa de 2020 está em curso com 200 equipas. “Arrancámos com o mesmo número do ano passado, o que tendo em conta as circunstâncias que vivemos com a covid-19 é muito positivo. O menos positivo foi um decréscimo de cerca de 30% do número de equipas de quadros relativamente ao ano anterior”, conta João Matoso Henriques, CEO da SDG, empresa que organiza há 41 anos a competição em parceria com o Expresso.

Este ano a organização vai avançar mais uma vez com uma segunda edição da primeira volta, sendo que uma parte das equipas compete em junho e julho e as restantes em novembro e dezembro. “É uma situação que tem acontecido nos últimos dois anos. Temos adotado este modelo porque nos meses de maio e junho os estudantes estão sobrecarregados com aulas, trabalhos e exames. Com isto gera-se a oportunidade de mais equipas participarem, tanto de quadros, como de estudantes e mistas que incluem quadros e estudantes. Na fase que estamos a viver face à covid-19 vem ainda reforçar a necessidades de darmos mais tempo às empresas para gerirem a sua participação inscrevendo mais equipas”, revela o CEO da SDG. Na segunda edição da primeira volta o objetivo é “conseguir pelo menos mais 150 equipas para tentar superar as 315 registadas na edição passada”, acrescenta. Com estas alterações a segunda volta arrancará em dezembro e a final nacional está agendada para janeiro de 2021.

Mais equipas de estudantes

“A pandemia teve um impacto muito grande em todo o mundo e afetou-nos em Portugal e em praticamente todas as outras geografias em que estamos presentes. Do ponto de vista operacional, para nós SDG pouco mudou, já que somos uma plataforma online e como tal, a utilização do simulador não sofreu alterações”, explica João Matoso Henriques. A diferença para edições anteriores verificou-se em relação aos participantes, nomeadamente quadros. A maioria das empresas necessitou de um período de adaptação à nova realidade e consequentemente foram tomadas medidas de contingência para sobreviverem nesta nova realidade o que afetou a sua operação.

Nas universidades tudo mudou também com o fecho das instituições de ensino superior e os alunos em casa. “É muito bom chegar a esta altura com níveis de participação de equipas de estudantes um pouco superiores ao ano anterior. É fruto do esforço dos reitores, coordenadores de cursos e professores universitários que trabalham connosco.” Acrescenta que “noutros países em que a pandemia teve efeitos mais devastadores o cenário para o Global Management Challenge foi pior e temos vários países que não conseguiram arrancar ainda com as suas competições”. Mesmo assim há histórias felizes, como Itália que, apesar de ter sido muito afetada pela pandemia, tem em curso a sua edição, depois de dez anos de ausência da competição.

“A final internacional relativa à edição de 2019 estava prevista para Lisboa, em abril passado, mas foi adiada para outubro e neste momento estamos em processo de decisão sobre como proceder. Não temos como antever a evolução da covid-19 em Portugal e nos outros países em que estamos presentes e vamos esperar um pouco para tomar uma decisão, mas com o escalar de casos novos o cenário não parece favorável. Numa situação destas não podemos facilitar e não iremos correr riscos com a saúde de participantes e convidados”, explica João Matoso Henriques.

Entrada de novos países

Atualmente o Global Management Challenge está presente em 35 países, além de Portugal. No que respeita à expansão internacional, algo que esteve sempre na mira da organização, é prematuro para já falar de novas entradas, apesar de estarem em curso negociações com três países. Em termos de primeiras edições, este ano estão agendadas a de Itália, que já arrancou, Arábia Saudita, Equador, Singapura, Togo e Benim. “Vamos ver se a covid-19 permite que todas se realizem”, frisa o CEO da SDG. Salienta ainda que “temos como objetivo fazer crescer o Global Management Challenge e para tal há que aumentar o número de países em que se realiza e em simultâneo aumentar o número de participantes nas competições já em atividade”. Os países com mercados de maiores dimensões e que permitem maiores volumes de negócio são uma prioridade. Mas como frisa José Matoso Henriques “não esquecer que a missão desta iniciativa é promover a disseminação das competências da estratégia e da gestão empresarial, logo a abrangência geográfica, a presença em mercados menos desenvolvidos e o número total de participantes são objetivos estratégicos. A responsabilidade social é uma vertente muito importante do Global Management Challenge”.

AGARRADOS AO TOPO

As equipas em prova tomaram esta semana a terceira de cinco decisões, o que provocou, mais uma vez, mudanças no topo dos grupos. Dos 32 grupos existentes, 23 mantiveram a mesma chefia e nove têm agora uma nova equipa como líder. A primeira edição da primeira volta de 2020 vai a mais de meio e as equipas lutam para se manterem na chefia dos seus grupos, cargo que querem ocupar até à quinta e última decisão, para assim atingirem a segunda volta. Esta semana a EDP é a entidade com mais equipas na liderança, com o total de sete. Segue-se-lhe a CGD e a IT Sector, com quatro cada. A Fidelidade alcançou o total de três. O Caisdavilla, o ISEG e a Fujistu estão representados com duas lideranças cada.

Consulte os resultados da 3ª decisão: (clique aqui)

Jornalista/Expresso: Maribela Freitas
Foto: D.R.

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