Formar quadros em tempo de pandemia

in Expresso, 3 de outubro de 2020

Legenda da Foto: Questões como a liderança e a resiliência são trabalhadas nesta prova

No contexto em que se vive a competição torna os colaboradores das empresas mais flexíveis e adaptáveis à mudança.

O ano de 2020 tem sido atípico, com muitos portugueses em teletrabalho. E as equipas em competição tiveram também, durante a primeira edição da primeira volta que arrancou em junho, de recorrer a meios digitais para fazerem o seu trabalho. Mesmo assim, empresas como a REN, CGD, Fidelidade, Minsait e Deloitte, não deixaram de apoiar a participação de equipas de quadros na 41ª edição do Global Management Challenge ainda em curso. Acreditam que além das competências habituais que esta competição desenvolve como o trabalho em equipa e a liderança, acresce aos seus colaboradores a flexibilidade e capacidade de adaptação tão importantes em tempos de pandemia.

“A experiência de participar no Global Management Challenge é uma aposta da CGD desde há muitos anos, estimulando a participação dos colaboradores e mostrando a mais-valia que este programa é no desenvolvimento de competências, especialmente de gestão e liderança”, explica Elsa Carvalho, diretora central da direção de gestão e desenvolvimento de pessoas do banco. Acrescenta que num contexto de pandemia, mais do que nunca a flexibilidade e gestão das equipas são fundamentais. “Com os meios tecnológicos que temos ao nosso dispor é possível desenvolver a nossa atividade. Constitui um desafio adicional do ponto de vista de gestão e liderança das equipas, pelo que nada melhor do que contextos que permitam reforçar estas competências. Este ano, em contexto mais virtual a capacidade de flexibilidade e de adaptação são competências que saem reforçadas”, frisa Elsa Carvalho.

Já para Andreia Rangel, responsável de pessoas da Deloitte, o momento que se vive é desafiante e iniciativas como esta “ganham ainda maior relevância. Ao participar nesta edição, as nossas equipas têm a oportunidade de desenvolver os seus conhecimentos técnicos e acima de tudo, de ampliar a sua capacidade de resiliência e determinação para enfrentar novos contextos políticos, económicos e sociais que se avizinham”. Na sua opinião a pandemia permitiu perceber que o trabalho remoto não só é possível como pode também ser produtivo. E na sua visão “existe hoje, mais do que nunca, a necessidade das empresas acelerarem o desenvolvimento de novas formas de colaboração com os seus clientes, stakeholders e profissionais e de reinventarem a sua forma de trabalhar, aproveitando e capitalizando a tecnologia”.

Teresa Barreiros, diretora de recursos humanos da REN, conta que “nunca considerámos que a pandemia fosse um impedimento para darmos esta oportunidade aos nossos colaboradores uma vez que temos à disposição todas as ferramentas de trabalho necessárias para enfrentar a competição. A participação foi só mais um dos tantos momentos em que tivemos de nos adaptar rapidamente. Esta adaptação passou, essencialmente, por criar métodos de trabalho digitais onde a partilha e discussão de informação passou para o ambiente digital”. Gestão do tempo, trabalho em equipa, rápida tomada de decisão em contexto de incerteza e uma visão helicóptero da empresa, são valências adquiridas pelos seus quadros, na prova.

As equipas aprendem neste desafio a gerir melhor o tempo e a decidir num cenário de incerteza.

E se as empresas têm estado a trabalhar fora da normalidade a Fidelidade quis com a participação dos seus quadros assegurar alguma normalidade. “Quisemos continuar a promover atividades e iniciativas de desenvolvimento para as nossas pessoas, assegurando que tinham as condições de segurança e recursos para as desempenhar com sucesso”, refere Joana Queiroz Ribeiro, diretora de pessoas e organização da Fidelidade. Confessa que não foi fácil, mas conseguiram garantir que as equipas tinham ao seu dispor ferramentas para coordenar entre si as atividades necessárias à participação na prova, como reuniões remotas, partilha de ficheiros e comunicação à distância que fazem parte do seu dia a dia.

Por norma a Minsait em Portugal aposta em equipas mistas, mas este ano centrou a sua participação em quadros. “Esta decisão deveu-se ao atual contexto de pandemia e também ao facto de termos desenvolvido academias internas de formação tecnológica de perfis juniores. Desta forma, potenciámos sinergias internas, entre perfis distintos e níveis de senioridade, permitindo aos mais juniores terem uma visão mais transversal e alargada de negócio, consolidámos o espírito de equipa e reforçámos o sentido de pertença”, finaliza Vicente Huertas Pardo, CEO da Minsait em Portugal.

Jornalista/Expresso: Maribela Freitas
Foto: D.R.

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