Experiência de aprendizagem em equipa

in Expresso, 20 de junho de 2020

Legenda da Foto: Vicente Huertas Pardo, CEO da Minsait em Portugal, acredita que a prova desenvolve competências nos seus quadros

A Minsait está a participar no Global Management Challenge com quatro equipas de quadros, que misturam colaboradores juniores com experientes.

O modelo adotado pela Minsait em Portugal para a sua participação no Global Management Challenge 2020 assenta na mistura, numa mesma equipa, de colaboradores juniores com colegas com mais experiência de trabalho. O objetivo é que no final deste processo não só aprendam com a competição em si mas também com o trabalho desenvolvido em conjunto.

“Temos quatro equipas de colaboradores da Minsait onde incluímos pessoas novas na empresa, juniores, junto com pessoas mais experientes, como modelo de integração neste tempo de pandemia”, explica Vicente Huertas Pardo, CEO da Minsait em Portugal. Refere ainda que nesta iniciativa “os gestores mais experientes vão ter uma tarefa de maior nível do que normalmente têm nos seus projetos e vão poder tratar temas de áreas com que habitualmente não têm contacto, como marketing ou finanças. Os juniores têm a oportunidade de ver decisões de gestão que podem ajudar durante a sua carreira”.

Para Vicente Huertas Pardo, neste desafio, e ao compreenderem os impactos das decisões de gestão de alto nível, os seus colaboradores irão ter no dia a dia uma maior sensibilidade sobre como aplicar as guidelines e ações de gestão da empresa e como apoiar com as suas decisões para melhorar a nível financeiro e de recursos humanos. Em suma, vão perceber “o porquê de se tomarem determinadas decisões numa organização”, frisa.

Sair da zona de conforto

As equipas da Minsait já efetuaram a primeira das cinco decisões da primeira volta do Global Management Challenge 2020. O CEO não sabe se alguma delas irá vencer, mas espera que façam o seu melhor e deixem uma boa imagem da empresa. “Trabalhem em equipa para ter bons resultados. Este é um desafio cujo sucesso é a própria aprendizagem resultante da competição. Desfrutar de uma concorrência sã, num entorno controlado, é o que nos permitirá aprender e concorrer”, finaliza.

Na prova, os participantes tomam decisões em várias áreas e observam o seu impacto na empresa.

Pedro Rodrigues lidera a equipa Minsait Insaiders, formada por quatro elementos com idades entre os 26 e os 49 anos. Conta que a oportunidade de integrar a prova surgiu por convite da empresa. “Aceitámos pela experiência, para poder interagir com pessoas de outras áreas e desenvolver competências.” Até agora aprenderam “como pode ser divertido gerir uma empresa virtual, que pode ocupar até parte do nosso sono. Até ao fim deste processo esperamos saber como é que se ganha este desafio”, salienta. Na sua perspetiva, o Global Management Challenge coloca os participantes fora da sua zona de conforto e obriga-os a lidar com áreas com que não estão familiarizados. Acredita que sairão melhores profissionais desta competição.

Da competição para o dia a dia

Uma ideia corroborada por Miguel Oliveira, chefe da equipa Minsait 2, com elementos entre os 24 e os 47 anos. “Vamos crescer, com certeza, em termos profissionais. Ainda estamos no início e já nos sentimos comprometidos com a nossa empresa e com as decisões tomadas. É de facto uma oportunidade de mostrar outro tipo de competências profis­sionais e que sejam uma base de preparação para outros desafios dentro da Minsait”, afirma.

A prova começou há uma semana, mas, na opinião deste participante, existem já conceitos de várias áreas que serão mais ou menos conhecidos e que levarão a um estudo ini­cial mesmo antes de entrarem nas decisões de gestão global propriamente ditas. “A equipa é multidisciplinar, pelo que temos perfis e competências distintas e que se complementam. Do perfil mais de gestão ao mais operacional, do mais sénior ao mais júnior, cada um de nós irá, com certeza, aplicar o que aprenderá ao longo deste desafio nas suas vidas profissio­nais e até pessoais”, salienta Miguel Oliveira. O seu objetivo e o dos seus colegas é aprenderem o máximo com esta expe­riência, trabalharem em equipa, adaptarem-se às variáveis que encontrarem pelo caminho e decidirem em consciência.

Neste processo de gestão, o trabalho em equipa é importante para que as equipas tenham sucesso.

Na opinião de José Matos, líder da equipa Minsait 3, até agora “já foi possível perce­cionar que a gestão empresarial é muito abrangente e existem inúmeros fatores que contribuem para o sucesso. Um bom conhecimento geral de todas as áreas e capacidade de planeamento são essen­ciais para a gestão eficiente da empresa e é interessante perceber os efeitos das decisões tomadas”. A sua equipa conta com elementos com idades entre os 24 e os 48 anos. Assegura que não são especialistas neste tipo de desafios, mas vão dar o seu melhor. “Este tipo de experiência é sempre um excelente contributo para o nosso crescimento profissional e ajudará a ter uma maior consciência na análise da informação e na perceção dos riscos associados à necessidade de decidir”, refere.

Ricardo Barrigas, que lidera a equipa Minsait 4, com colaboradores entre os 25 e os 45 anos, explica que “participamos com o intuito de vencer. O mote que se aplica ao contexto profissional é ter sempre presente que o mínimo que podemos fazer na vida é optar pelo máximo”. Em termos de aprendizagem, e neste processo, já tiveram oportunidade de rever conceitos macroeconómicos e financeiros, alguns que já usavam no seu dia a dia e outros que potencialmente poderão vir a utilizar.

ARRANQUE DA PROVA

A primeira volta do Global Management Challenge 2020 arrancou esta semana, com 200 equipas, distribuídas por 32 grupos. Ao todo, 163 destas equipas são formadas por estudantes universitários, 36 por quadros de empresas e uma é mista, ou seja, inclui estudantes e quadros. Esta semana os participantes tomaram a primeira de cinco decisões de gestão da primeira etapa. Na quinta e última decisão, as equipas que estiverem na liderança dos seus grupos irão participar na segunda volta, agendada para outubro. Para já, e após esta decisão inicial, a Accenture Portugal é a empresa com mais equipas na liderança, quatro. Segue-se-lhe a EDP, IEFP, IT Sector e Caisdavilla, com três cada uma.

Jornalista/Expresso: Maribela Freitas
Foto: D.R.

 

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