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Perceber o impacto das decisões de gestão

In Expresso, 24 de junho 2017

Pela aprendizagem obtida, Pedro Santos, diretor financeiro do INDEG/ISCTE, recomenda a estudantes e empresas a participação na competição

Pedro Santos estava a estudar gestão no ISEG-UL, nos primeiros anos deste século, quando se estreou no Global Management Challenge. Aliciado por um amigo, resolveu experimentar. Da aprendizagem obtida salienta a perceção clara que teve da globalidade da empresa e do impacto das decisões no todo.

Com 35 anos, Pedro Santos está a terminar o MBA no INDEG-ISCTE, entidade da qual é diretor financeiro. Depois de terminado a licenciatura em gestão, começou a sua vida profissional como consultor, passou pela agência nacional de compras públicas, até chegar à instituição onde atualmente trabalha. A primeira equipa de que fez parte na prova era formada apenas por alunos de gestão.

“Foi um amigo que estava a estudar o mesmo que eu, mas na Universidade Nova, que me apresentou a competição. Participámos dois anos seguidos, só que no segundo e além dos três membros iniciais, faziam parte da nossa equipa dois quadros da EDP”, relembra. A mistura de estudantes e quadros foi algo que marcou este antigo participante.

“Tínhamos a visão de quem já trabalhava e criámos melhores folhas de cálculo que permitiram mais facilmente analisar variações, cenários e probabilidades. Desta vez fomos mais produtivos e conseguimos chegar à segunda volta, embora não nos tenhamos qualificado para a final nacional”, explica.

Visão global

Do que viveu realça que aprendeu “a olhar para a empresa como um todo. Mesmo um estudante de gestão não consegue ter essa noção clara, daí ter recomendado a participação a outras pessoas. Conseguimos perceber que um ato tem impacto em diversas áreas e a relação causa/ efeito tornou-se pela primeira vez muito evidente. É uma forma de prototipar uma empresa”.

Mas não é só para estudantes que o Global Management Challenge é útil. Na visão de Pedro Santos, pode servir às empresas como forma de avaliar talento, através das equipas mistas (que integram estudantes e quadros), sendo que os universitários que investem o seu tempo neste desafio demonstram já vontade de aprender coisas novas, através de outros meios que não apenas a universidade e por isso pode ser uma via de recrutamento.

Apesar de reconhecer que esta iniciativa é muito real, aponta-lhe algumas limitações.

Não deixa de ser uma simulação e “o mundo real é feito por pessoas, onde cada uma tem as suas vontades e interesses e isso é algo difícil de imitar”. Além das duas vezes em que participou como estudante, voltou a fazê-lo como quadro. Destes momentos recorda “a ansiedade de saber a cada decisão o impacto das nossas opções e das dos concorrentes e até que ponto tínhamos ou não conseguido antecipar os movimentos das outras equipas”.

Às formações que estão a competir, Pedro Santos aconselha a criarem uma boa folha de cálculo que permita tomar as melhores decisões e estar muito atento à concorrência. A fase de treino antes do arranque oficial da competição é algo a utilizar, para antecipar estratégias e ver como funcionam.

Maribela Freitas

Veja o artigo publicado no Expresso clique aqui

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