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Aprender a gerir antes de entrar no mercado de trabalho

in Expresso, 17 de Novembro de 2018

Cinco equipas que se qualificaram para a segunda volta explicam o que aprenderam até aqui nesta iniciativa de gestão

Estudantes de diferentes áreas apontam o desenvolvimento do trabalho em equipa e a aprendizagem na área da gestão como alguns dos benefícios que retiram da sua passagem pelo Global Management Challenge 2018. Defendem também que esta experiência poderá vir a ter um impacto positivo no seu futuro profissional.
A equipa liderada por Miguel Gonçalves, a Staples/Cashhunter, é formada por estudantes de gestão. Estreantes na prova contam que puderam “meter as mãos na massa” na gestão de uma empresa num desafio que funciona como complemento à sua formação académica que por vezes carece de uma componente mais prática.
“Esta experiência permite assimilar conceitos de gestão de forma extremamente natural, podendo facilitar futuramente a nossa adaptação ao mercado de trabalho que exige um contacto direto com grande parte das tarefas que são desenvolvidas no decorrer da prova”, frisa Miguel Gonçalves.
Pedro Pereira, chefe da equipa Mindbury/Vitorianos, constituída por alunos de ciências de computadores, revela que “aprendemos a trabalhar e a tomar decisões em conjunto”. A partir daqui e já que a sua formação está na segunda volta o objetivo é continuar a aprender mais sobre estratégia e gestão e chegar o mais longe possível nesta edição do Global Management Challenge.
Para os estudantes de mestrado em gestão de marketing da equipa Millennium Bcp/Dmg Ipam “este simulador é muito pertinente pois coloca-nos situações com as quais nos iremos deparar ao longo do nosso futuro profissional e nas quais podemos testar a eficácia e efetividade das nossas decisões”, revela Maria João Arrifano, líder da equipa. Acrescenta que este é um simulador complexo que permite adquirir uma visão integrada e sistemática de uma empresa.

Antecipar problemas e aprender a analisar dados

Ao longo da primeira volta os elementos da equipa Fidelidade/ H Ramos, estudantes de gestão e do mestrado em gestão de recursos humanos e consultadoria organizacional, conseguiram “antecipar problemas e agir de forma a não ser muito afetados por eles”, frisa o líder, Pedro Salvador Fernandes.
Acreditam que nesta fase inicial a competição permite-lhes desenvolver competências técnicas de gestão, sobretudo de finanças e operações relacionadas com o sector da indústria.
No entanto, se chegarem à última fase, existirá aqui um ganho no que respeita à criação de relações com outros participantes.
Economia e engenharia mecânica são as áreas de estudo dos membros da equipa Konica Minolta/Blank. Na opinião do seu líder, Ricardo Figueiredo, “saber analisar dados e desenvolver o espírito crítico é crucial para o mercado de trabalho.
Global Management Challenge não só nos permite potencializar essas competências, como também nos ajuda no trabalho em equipa”.
Chegados à segunda volta acreditam que vão ter de lidar com formações mais experientes e motivadas. Como todas as equipas querem vencer a competição, mas o principal objetivo é retirar o máximo de aprendizagem desta experiência.

Jornalista Expresso: Maribela Freitas

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