Uma escola de gestão prática

in Expresso, 4 de julho de 2020

Legenda da foto: Luís Marques

Luís Marques, gestor e empreendedor, participou na edição de 1986, numa altura em que era oficial do exército.

A vontade de levar o Exército a abrir-se à sociedade e a participar em desafios diferentes dos habituais, levou Luís Marques a integrar esta iniciativa nos anos 80. Tem acompanhado o evoluir da competição desde essa altura e acredita que esta continua a ser uma “escola de gestão prática”.

Aos 61 anos, Luís Marques, gestor e empreendedor é diretor-geral das empresas Fórmula do Talento, da área de consultoria de gestão de recursos humanos, e da Sabores Altaneiros, um grupo sedeado em Manteigas, com atividade nas áreas de criação de caprinos, turismo de natureza e produção e comercialização de produtos regionais. Frequentou a Academia Militar e foi oficial do Exército, tendo atingido o posto de major e em simultâneo licenciou-se em Gestão de Empresas pelo ISCTE. Aos 32 anos saiu do Exército, tendo trabalhado depois em empresas e lecionou no ensino superior.

Em 1986 era capitão do Exército e adjunto do diretor de instrução da Escola Prática de Administração Militar (EPAM). “A minha equipa era constituída por dois oficiais do exército e dois milicianos que estavam a frequentar o serviço militar obrigatório. Só isso foi uma grande experiência, juntar duas formas de estar, de trabalhar e de envolvimento com a organização”, conta. Deste processo relembra a dificuldade de convencer o comandante da EPAM e a chefia do Estado-Maior do Exército a aceitarem a participação em representação do Exército. “Havia da parte desses comandantes um misto de vontade em verem o Exército numa competição civil mas também um grande receio sobre o impacto negativo que uma participação menos feliz poderia trazer”, revela Luís Marques.

Frustração de não ir à final

Relembra ainda que a sua equipa não chegou à final nacional. “Depois de termos ganho no nosso grupo na primeira volta, estávamos muito bem colocados para também ganhar na segunda volta. Um erro no cálculo de stocks atirou-nos para o segundo lugar. Frustração foi o sentimento de um grupo de militares que durante umas horas ‘despiam’ a forma de pensar de militar e vestiam a pele de gestores, mas foi uma grande alegria por termos conseguido um excelente segundo lugar e não termos ido à final por umas centésimas.”

No final dos anos 80 e na opinião de Luís Marques a participação nesta competição exigia “muito mais arte e engenho do que hoje, o conceito de trabalho em equipa era muito mais presencial do que agora, as ferramentas existentes muito rudimentares e, militar de profissão e a tirar o curso de Gestão à noite, a participação permitiu-me fazer a ponte entre o mundo militar e o civil e provavelmente influenciar as minhas futuras opções de carreira”.

Jornalista/Expresso: Maribela Freitas

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