Um programa de gestão internacional

in Expresso, 20 de junho de 2020

Tomás Pinto Gonçalves integrou as primeiras edições do Global Management Challenge nos anos 80 e guarda boas memórias desta prova.

O trabalho de equipa desenvolvido e a competitividade entre estudantes da Universidade Católica Portuguesa (UCP) que estavam envolvidos na competição são algumas das recordações que Tomás Pinto Gonçalves guarda da sua passagem pelo na altura ainda chamado Jogo de Gestão. Corria o ano de 1983 ou 84 (não se lembra ao certo) e estava a estudar gestão e administração de empresas.

Tomás Pinto Gonçalves, de 56 anos, esteve ligado profissionalmente como gestor a várias empresas, como a NOS e o Grupo Jerónimo Martins. Fundou associações de solidariedade social, fez voluntariado e é mentor de alunos na UCP. Conta que “a UCP era e é considerada a melhor universidade de Gestão em Portugal e por isso grande parte dos alunos de gestão e administração de empresas quiseram fazer parte desta inovação e deste desafio de gestão. Se queríamos ser os melhores, tínhamos que estar no melhor programa de gestão”.

Gerir sucessos e fracassos

Dessa altura recorda “o grande espírito de equipa, a competitividade muito saudável entre os vários grupos da Católica, já que éramos todos amigos, e as horas de espera até saírem os resultados depois de cada ronda”.

Quanto ao que aprendeu neste desafio que apelida de “programa de gestão” foi que nem sempre acontece o que se está à espera. “Podemos achar que preparámos tudo muito bem, que estamos a tomar as melhores decisões, que seguramente nos vamos sair bem, mas no final há quem possa ter feito melhor, tenha pensado de outra forma, tenha tomado outro tipo de decisões e tenha sido mais arriscado ou cauteloso”, revela. Para Tomás Pinto Gonçalves, “a gestão não é o que está dentro da nossa cabeça, mas principalmente o que está fora dela. Isso obriga-nos a ser humildes, a não sermos prepotentes, a respeitarmos o mercado e a acreditarmos que um insucesso pode ser a base para um sucesso, mas um sucesso não é garantia de outro sucesso”.

Após a participação durante os seus tempos de estudante, Tomás Pinto Gonçalves não acompanhou de perto a evolução do Global Management Challenge. Sabe no entanto que este desafio português passou a ser um programa à volta do mundo, globalizou-se, evoluiu em termos programáticos e não ficou parado no tempo. “Só assim foi possível garantir 40 anos de sucessos”, salienta.

Acredita que nesta competição, tanto estudantes como quadros aprendem “processos de diagnóstico, discussão, análise, avaliação, ponderação, tomada de decisões e de erro, de emenda, até à visão global de um mercado a funcionar com muitos players e com muitas variáveis. É um excelente simulador de voo”, finaliza.

Jornalista/Expresso: Maribela Freitas

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