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Participar no Global Management Challenge para vencer

in Expresso, 27 de Outubro de 2018

A primeira participação de Fernando Branco, professor catedrático da Universidade Católica Portuguesa (UCP) — Lisboa, remonta ao início dos anos 80 do século XX. Era estudante e a sua equipa não venceu. Não esqueceu a experiência e quando em 1987 foi desafiado por outros colegas assistentes para integrar a prova aceitou o desafio com o objetivo de ganhar.

A vocação de Fernando Branco era medicina, mas em 1980 resolveu experimentar o ano zero na Católica em economia e dado o seu bom desempenho, foi desafiado a continuar na área. “Inverti as coisas, o meu centro passou a ser a economia e acompanhei com uma licenciatura no ensino público, o que na altura era possível, numa área de que sempre gostei, a matemática”, conta. Acabou por não terminar matemática por falta de tempo e nos primeiros anos de economia, não consegue precisar se em 81 ou 82, participou numa equipa de assistentes que integraram nela estudantes. “Não correu bem, não ganhámos e fiquei um pouco traumatizado”, brinca. E não voltou a pensar na competição.

Após o término da licenciatura, Fernando Branco ficou como assistente na Católica e ingressou no mestrado em economia da Universidade Nova de Lisboa. A sua ideia era futuramente tirar um doutoramento nos EUA. Na edição de 1987 colegas também assistentes desafiaram-no a participar. “Depois da primeira experiência sabia que para levar a prova a sério, teria de trabalhar imenso. E se não fosse para ganhar, pelo menos ser um sério competidor”, relembra. Eram cinco elementos, sendo que um não era assistente e tiveram o patrocínio da FNAC — Fábrica Nacional de Ar Condicionado. Acabaram por vencer, um feito que os fez representar Portugal na final internacional. Desta vez o resultado não foi tão bom, já que ficaram em segundo lugar, atrás da Espanha.

Em 1988 ainda se colocou a hipótese da equipa repetir a participação, o que não sucedeu. “Estava a preparar a minha ida para o MIT, para tirar o doutoramento e em economia e o processo de candidatura era exigente”, explica Fernando Branco. No entanto não deixou de dar o seu apoio a uma equipa de estudantes da UCP. “Estive a preparar a final nacional com eles e disse-lhes tudo o que sabia. Foi uma satisfação enorme quando aqueles miúdos ganharam”, confessa.

Entre 1988 e 1992 o professor esteve fora de Portugal a fazer o doutoramento. Regressou para a Católica e não tem acompanhado de perto a competição. Do que viveu recorda ainda os sábados em que se reuniam para a tomada de decisão e do trabalho desenvolvido numa equipa em que os membros tinham conhecimentos semelhantes e confiavam no trabalho que cada um desenvolvia. Conta que a FNAC lhes quis dar um prémio pelo bom desempenho e que foi assim que obteve o seu primeiro computador

Jornalista Expresso: Maribela Freitas

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