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As privatizações em Portugal e no mundo

In Expresso, 5 de Novembro 2016

Fernando Teixeira dos Santos foi o orador de mais uma “Conversas com Sucesso”, da rede AlumniGMC.
O ex-ministro das Finanças e atual presidente executivo do Banco BIC, Fernando Teixeira dos Santos, diz que as privatizações foram um fator de mudança em Portugal.

As privatizações das últimas décadas em Portugal foram para Fernando Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças e atualmente presidente da comissão executiva do Banco BIC Português, “um dos catalisadores de grandes transformações na economia portuguesa”.

No final de Outubro, o antigo governante discursou em Lisboa em mais uma “Conversas com Sucesso”, organizada pela rede Alumnigmc, formada pelos antigos participantes do Global Management Challenge.

Em debate estiveram “As privatizações em Portugal” e o orador não quis iniciar o tema sem antes referir o seu impacto mundial. Nas últimas três décadas, mais de 100 países em todo os continentes levaram a cabo operações deste tipo, envolvendo milhares de empresas e ativos, incidindo sobre os mais variados sectores. Isto verificou-se em Portugal, mas também em muitos mais países, como, por exemplo, os do antigo bloco soviético ou, atualmente, “a China e Índia que são os grandes privatizadores”, afirmou.
Antes do 25 de Abril de 1974 “a economia era dominada por sete grandes grupos económicos. Dominavam 300 empresas”, relembrou o orador. Com a revolução dos cravos vieram as nacionalizações e anos depois e após alterações constitucionais e legislativas “em 1989 arrancaram de facto as privatizações em Portugal”.

Teixeira dos Santos teve responsabilidades neste processo enquanto ministro e secretário de Estado de vários governos. Dessa data até 2015 “as privatizações renderam cerca de €58 mil milhões. Sou responsável por cerca de 40% desta receita”, referiu. As privatizações foram motivadas até meados dos anos 90 pelo processo de integração na União Europeia, com o intuito de reformar a economia e os mercados e nos anos seguintes, entre outros, reduzir o peso da dívida na economia.

Para Teixeira dos Santos, as privatizações melhoram a eficiência, os níveis de inovação, produtividade e o serviço aos cliente das empresas, atraem investimento estrangeiro e beneficiam as finanças públicas.

Jornalista/Expresso: Maribela Freitas
Fotógrafo/Expresso: Tiago Miranda

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