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A política portuguesa no contexto europeu

In Expresso, 29 de Maio 2016

Os desafios da vida nacional foram analisados por Ricardo Costa
O acordo à esquerda resultante das últimas eleições legislativas e o futuro do país numa Europa em mudança política e social, foram temas analisados por Ricardo Costa, diretor geral de informação do grupo Impresa, na última edição das “Conversas com Sucesso”, organizada no dia 19 deste mês, em Lisboa, pela rede Alumnigmc, constituída pelos antigos participantes do Global Management Challenge (GMC), a competição de gestão organizada pelo Expresso e pela SDG. Para o jornalista, Bruxelas não quer problemas em Portugal e a haver desentendimentos, entre PS, PCP e Bloco de Esquerda, estes surgirão, por exemplo, com questões relacionadas com a banca.

“Portugal entre as eleições de outubro e a mudança europeia” foi o tema da sessão que teve Ricardo Costa como orador e que foi moderada por Henrique Monteiro, redator principal do Expresso.

O atual Governo em funções surpreendeu o país, pois foi uma mudança do quadro mental que até aqui se viveu. Na perspetiva de Ricardo Costa, mesmo não podendo provar a sua perceção, acredita que houve conversas entre o PS e o PCP a propósito de um entendimento à esquerda, antes mesmo do ato eleitoral.

Prioridades europeias
As semanas após as eleições foram tensas e a seguir a uma tempestade vem sempre a bonança.
Para Ricardo Costa isso não significa que o atual governo PS cumpra os quatro anos.
No entanto há algo que joga a seu favor, nomeadamente as prioridades que se vivem no atual contexto europeu.
“Nos últimos anos, em qualquer conselho ou reunião europeia os primeiros dossiês eram dedicados ao euro.
Agora está o Brexit em primeiro lugar e o terrorismo em segundo, quando não em primeiro”, referiu. A estes fatores de mudança no Velho Continente adicionou a crise dos refugiados que se agudiza sempre no verão e a implosão dos sistemas partidários em diversos países europeus.

Defendeu ainda que o sistema partidário português foi o que menos mudou na União Europeia nos últimos tempos, o que se alterou foi “a lógica de coligações”. Ora, perante as prioridades que Bruxelas enfrenta, não quer mais um problema em Portugal.

Olhando novamente para dentro do país Ricardo Costa revelou na sessão que o PS “precisa de estar tempo no governo para mostrar que consegue fazer alguma coisa”. O PCP tem congresso marcado para dezembro e o Bloco de Esquerda, que seria o partido que menos perderia se fossemos agora a votos, está num bom momento e a viver um processo de credibilização.

Bombas-relógio
Mas existem “bombas-relógio” que podem levar a desentendimentos entre os três partidos à esquerda. Uma delas, explicou Ricardo Costa, “a mais imprevisível e complexa” é a banca. Nesta matéria, os limites de flexibilidade do Bloco de Esquerda e do PCP são muito baixos e a sua lógica é de que a banca deveria ser nacionalizada. E as questões orçamentais vão sempre estar na berlinda e serão um teste à chamada “geringonça”.

A iniciativa “Conversas com sucesso” da rede Alumnigmc tem como objetivo discutir temas da atualidade das mais variadas áreas. Funciona ainda como ponto de encontro entre os antigos participantes do GMC.

INÍCIO DA PROVA

http://www.sdg.pt/docs/GMC_2016/Artigo_28_de_Maio_2016.pdf
As 425 equipas inscritas nesta 37ª edição do Global Management Challenge tomaram esta semana a primeira das cinco decisões que compõem a primeira volta. A tabela publicada em anexo, mostra quem está em primeiro e segundo lugar do seu grupo. Do total das formações que estão a competir 275 são constituídas por universitários, 132 por quadros e 18 são mistas, ou seja, integram estudantes e quadros. Após esta primeira decisão o IEFP é a entidade com mais equipas no topo de grupos, no total de 13, seguido pelos CTT com seis.

Maribela Freitas

 

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